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Caminhar por Gaia

Está a ser organizada pela Gaianima E. M. a segunda edição de duas iniciativas: 'Caminhar por Gaia' e ' Jardins em Movimento'. Estas decorrerão entre o dia de amanhã, 4 de Maio, e o dia 28 de Setembro deste ano, tendo como objectivos centrais a criação de actividades desportivas que dêem um contributo para um melhor nível físico e psicológico da sociedade. 'Caminhar por Gaia' e 'Jardins em Movimento' irão proporcionar "à população uma actividade física orientada, regular e vocacionada para a promoção da saúde e bem-estar, quer através de caminhadas, que se realizarão na Orla Marítima, Orla Fluvial, no Parque da Cidade ou no Centro Histórico da cidade".
As iniciativas são de livre participação, tendo início pelas 10:00h de cada um dos domingos. Existem 4 caminhadas definidas, que se descrevem abaixo, cujo ciclo se repetirá mensalmente (sempre ao domingo) até ao final de Setembro.
Programa das iniciativas:
- Caminhada 1 - 2,9 km
Dia 4 de Maio
Hotel Casa Branca - Parque Desp. da Praia Marbelo. A partida será junto ao Hotel Casa Branca, passando pelas praias de Pedras Amarelas, Estrela-do-mar, Canide Sul e termina no Parque Desportivo Praia do Marbelo.
- Caminhada 2 - 3,4 km
Dia 11 de Maio
Sr. da Pedra - Ribeira Espírito Santo. A concentração será efectuada na Alameda do Sr. da Pedra com passagem pelo Café Areal, e Centro de Educação Ambiental, e tem como estação de retorno a Ribeira Espírito Santo.
- Caminhada 3 - 5,2 km
Dia 18 de Maio
Cais de Gaia (Corpus Cristi) - Largo da Afurada. Este percurso terá início no largo do Corpus Cristi, com passagem pela zona fluvial, terminando na Praceta de S. Pedro.
- Caminhada 4 - 3,7 km
Dia 25 de Maio
Piscina da Granja - Praia próxima do Hotel Solverde. A 4.ª caminhada terá início na entrada da Piscina da Granja, passando pelo restaurante Boca Mar e tendo como estação de retorno o largo da relva do Hotel Solverde.
Fonte: C. M. Vila Nova de Gaia/Gaiaglobal.

É só fachada...

Num país onde se gosta muito de viver daquilo que se parece e não daquilo que se é, aqui vai mais um 'exemplo': um edifício que não o é, ou seja, é só fachada...

Foto de Novembro de 2007
O que podemos ver na foto é o que resta de um edifício em Lisboa, onde actualmente existe apenas a fachada principal, virada para a Av. 5 de Outubro (ver mapa), e uma das paredes laterais. O que mantém aquelas partes do edifício erguidas é uma estrutura em ferro, concebida para esse mesmo efeito. Sem ela, provavelmente já nem fachada existiria.
Para quem passa pela Av. 5 de Outubro talvez seja mais agradável ver uma fachada, em vez de se deparar com um buraco no alinhamento do edificado, mas quem por ali passa a pé a experiência será menos agradável, pois terá de se desviar da dita estrutura em ferro e transpor o comprimento do edifício debaixo de uma (pseudo)protecção... Como acontece em diversos locais das nossas cidades, o espaço destinado aos peões está ocupado pela estrutura de suporte do antigo edifício.
Se quem passa pela frente do edifício repara que algo não está muito bem, quem o vê das traseiras fica com essa certeza. O panorama não é muito bonito. Aquilo que já serviu de habitação a várias famílias (a concluir pelo tipo de edifício) é agora um simples estaleiro, onde é depositado de tudo um pouco.
Será que aquele espaço não merece uma intervenção, de forma a que fique dotado das funcionalidades às quais deveria ser destinado? A intervenção do poder local neste tipo de situações é muito diminuta, deixando dúvidas das reais competências para resolução destes problemas nas nossas cidades, o que permitiria uma melhoria do património edificado. Mesmo o património de domínio privado que se encontra degradado não merecerá intervenção? Não seria legítimo que as autarquias interviessem?
Pelo que se pode concluir através do aspecto do conjunto de elementos que ali se encontra, a situação mantém-se há vários anos. Será que se vai manter assim durante muitos mais?

O que é nacional... é bom!

À semelhança do Google Maps, a PT.COM disponibiliza os Mapas do Sapo, onde, resumidamente, podemos pesquisar a localização de algo no mapa. Uma particularidade dos Mapas do Sapo, para além de ser um serviço português, a área coberta por mapa onde se podem efectuar pesquisas é o território nacional. Vantagem ou desvantagem? Tudo depende da utilidade que queremos dar ao serviço...
No site, que tem um endereço fácil de memorizar (mapas.sapo.pt), como convém, podem ser feitos cálculos de itinerários segundo 3 tipos de trajectos. E aqui está uma diferença relativamente a outros serviços que nos permitem o cálculo de percursos. Podemos calcular um itinerário segundo o trajecto mais rápido, o mais curto, ou um trajecto para se fazer a pé... Existe sempre o indiscutivelmente bom Via Michelin, mas os Mapas do Sapo têm uma enorme simplicidade que facilitam a sua utilização. A este serviço talvez falte a possibilidade de indicar o ponto de partida através de um clique...
Para além do cálculo de trajectos, existe a ferramenta de Pesquisas de localidades, ruas ou entidades que contenham o nome digitado, ou então uma pesquisa geral, que nos devolve todos os registos que contenham a palavra ou expressão que desejamos encontrar.
Um serviço a visitar e para experimentar. Para quem não procura nada, pode sempre procurar isso mesmo, ou seja, a palavra "Nada"... o resultado será um topónimo interessante.

Mais uma... original...

No berço da nação, mais precisamente na Rua Dr. José Sampaio, podemos encontrar mais uma daquelas situações bastante interessantes, que dão alguma animação a uma deslocação a pé pela cidade...
É então na Rua Dr. José Sampaio que se pode encontrar o ilustrado nas fotos, tiradas em finais de Novembro.

Na foto da esquerda temos a perspectiva de quem se desloca da rotunda do Largo da República do Brasil para a Rua do Rei Pegú. O passeio simplesmente termina e a passagem é barrada por uma vedação que serviu para delimitar uma propriedade, que outrora era usada como parque de estacionamento. O passeio até continua mais à esquerda, mas para lá chegarmos é preciso analisar qual o melhor forma de o fazer, pois se os lugares de estacionamento estiverem todos ocupados a tarefa complica-se. Veja-se na segunda foto, que ilustra a perspectiva de quem circula em sentido inverso, o "abundante" espaço existente para passar... Pode-se sempre atravessar por baixo do gradeamento que serve de vedação, mas se para uma pessoa com as suas capacidades físicas normais é estranho faze-lo, imaginemos como é que alguém com limitações motoras se conseguia deslindar da situação para prosseguir o seu trajecto...

Andando por Braga

Já há alguns anos Braga ganhou uma nova via de circulação. Chamemos-lhe a variante de Lamaçães. Uma via aparentemente, pelo menos, bem pensada: duas faixas de rodagem em cada sentido e com uma largura aceitável, passeios para peões, rotundas que evitam congestionamento (nem sempre acontece, mas neste caso parece-me que sim), boa sinalização... Até aqui tudo bem, mas (há sempre um "mas") antes das últimas eleições autárquicas, coincidência ou não, e dado que esta era uma via bastante concorrida para as caminhadas, corridinhas e voltinhas de bicicleta, a autarquia resolveu dotá-la de uma ciclovia, que complementaria o passeio para peões... Tudo bem, não tivessem sido as duas faixas de rodagem de cada sentido reduzidas na largura em cerca de 1 metro, no seu conjunto. Ainda assim não é grave, uma vez que ainda se consegue circular bem de automóvel, mas o resultado final poderia ter sido bastante melhor. Poderíamos falar de outras questões, mas vou ficar apenas por uma outra (um outro "mas", embora pudessem ser comentados outros): as passadeiras... Veja-se nas três primeiras fotos: quem atravessa as faixas de rodagem vê-se obrigado a passar por cima das áreas ajardinadas, ou reservadas a tal... E as cadeiras de rodas e carrinhos de bebé? Não passam por ali? Mesmo que não se queira temos de passar por cima da terra ou do relvado. É também interessante constatar que por vezes existem árvores que foram colocadas em sítios pouco pensados...

No entanto, há algumas semanas alguém decidiu remover estas barreiras que nada contribuem para a boa circulação pedonal. Veja-se a última foto. Ufa... parece que alguém com responsabilidades na autarquia bracarense repararou na questão... Só é pena que as obras decorram tão lentamente, pois já passaram várias semadas desde o seu início e ainda nem metade das passadeiras foram corrigidas. Também não faz mal... afinal em Portugal estamos habituados a que assim seja...