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Arte decorativa?!

Quem vai em direcção ao S. Bento da Porta Aberta ou em direcção à Vila do Gerês depara-se com uma situação, no mínimo, insólita... Junto à rotunda situada no lugar de Paredes, no Rio Caldo, que fica na confluência das duas pontes aí existentes e a partir da qual se pode ir tanto para o Santuário de S. Bento como para a Vila do Gerês, existe qualquer coisa que é difícil de definir. Será Arte? Modernismo (para enquadrar na recente reconversão do local)? Incompetência? Ignorância? O que é não sei, mas que já foi uma árvore, isso já... Pode ser que daqui a uns meses, lá para meados de Novembro, lhe coloquem uma iluminação natalícia, já que não servirá para muito mais...

Foto de Abril de 2008

Com um desbaste daqueles (desbaste porque aquilo não é uma poda) qual seria o resultado que esperavam obter? Por muita capacidade de regeneração que uma espécie tenha, parece óbvio que aquilo foi demais. Imaginemos: um Ser Humano ao qual se cortam os membros superiores, os membros inferiores e a cabeça, deixando-se um qualquer mecanismo para a introdução de alimentos no estômago (como se fossem as raízes da árvore). Um bocado mórbido, mas deixa-se a pergunta: iria sobreviver?

Espécie resistente

Algures para os lados de Moure, em Vila Verde (distrito de Braga), junto a uma estrada nacional que por lá passa há uma prova da resistência de uma espécie arbórea... É de conhecimento geral que os designados eucaliptos são bastante resistentes ao corte e ao fogo, por exemplo, mas, mesmo depois de cortado e mesmo não tendo dado novos rebentos, secando, este exemplar vem provar que a espécie é mesmo resitente. Esta beleza à beira da estrada plantada para pasta de papel já não serve, já está seco há vários meses. Peça de museu também não é, e testemunho de uma espécie muito menos, pois o que mais se pode encontrar por aí são eucaliptos e estes não têm necessidade de serem conservados para que no futuro se saiba o que era um eucalipto... Será que por lá vai ficar muito tempo? Há cerca de uns três anos ainda estava "inteiro" e foi cortado há já, pelo menos um ano. Realmente com um porte daqueles a tarefa de remoção daquela relíquia deve ser complicada, mas será que vai acontecer ou a natureza vai encarregar-se do assunto?