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Economia, Ética, Natureza e Sustentabilidade


No dia 5 de Junho de 2010 decorrerá o seminário "Economia, Ética, Natureza e Sustentabilidade. Será pelas 14:30h, na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.
Este seminário, de carácter introdutório, tem em vista apresentar pistas de informação e reflexão que possam ajudar a criar, nas cidades e fora delas, uma economia de facto mais "economizadora" de recursos, numa renovada perspectiva ética, que não ignore os deveres da sociedade para com a Terra e para com as gerações futuras.
Todas as informações (programa, inscrições, etc.) disponíveis na página da Edições Sempre-em-pé.

Da matéria-prima ao produto final...

Os dados:
- Em finais de Fevereiro/início de Março de 2008 o preço do barril de petróleo rondava os 100 dólares;
- Durante esta semana, a segunda de Setembro de 2008, o preço por barril é idêntico, mas com tendência para descer (é ligeiramente inferior);
- Em finais de Fevereiro/início de Março de 2008 o preço de 1 litro de gasóleo era de aproximadamente 1,20€ (variando ligeiramente de acordo com a marca do combustível);
- Esta Semana o preço de 1 litro de gasóleo é de aproximadamente 1,30€ (tal como em Fevereiro/Março varia ligeiramente de acordo com a marca do combustível).
A matéria-prima é a mesma, o produto final também. Os custos de produção e de transformação deverão ser idênticos, os processos também. Porque é que se pagam mais 10 cêntimos por litro de combustível? (Pois... agora vão dizer que foram os impostos! Só que 'eles' não são suficientes para justificar a situação.)
Dados sobre preço do petróleo disponíveis no Oilnergy.

O Poder das Estrelas... e da Internet...

Circula pela internet uma apresentação de slides onde são exibidas bandeiras usadas como gráficos, que ilustram e caracterizam genericamente alguns problemas em 8 países. Essa apresentação já correu todo o Mundo, estando já traduzida em várias línguas, e começa com o seguinte texto:

"O diplomata norueguês Charung Gollar, foi incumbido de apresentar, na ONU, mês passado, um gráfico mostrando os principais problemas que preocuparam o mundo no decorrer de 2005. Apresentou uma série de oito gráficos, intitulada 'O Poder das Estrelas'... Foi aplaudido de pé! E seu trabalho foi indicado a concorrer para o prémio Nobel em Marketing político... Vejam os gráficos!"

Aparentemente tudo bem... Achei interessante e procurei mais informação. Conclusões: no site de pesquisa da ONU não consta ninguém com o nome Charung Gollar; afirma-se mesmo que Charung Gollar não existe (por exemplo aqui); as "bandeiras" constituem uma campanha da Foote Cone & Belding - Publicidade, Lda para a revista Grande Reportagem (também se soube hoje que a revista vai fechar actividade por falta de viabilidade económica do título) e foi premiada em Cannes (ufa... finalmente informação credível... ver aqui, no DN). A campanha é designada "Bandeiras", sendo frequentemente chamada de "O poder das estrelas". Teve mais poder a internet, que conseguiu difundir e atribuir a autoria de um trabalho a um nome errado.

Mesmo com algumas informações falsas existentes na apresentação (como muitas outras que encontramos na internet e que devem ser 'filtradas' antes de 'consumidas'), não deixa de valer a pena ver as "Bandeiras" da campanha porque o trabalho realizado fala por si...

Angola

Burkina Faso

Somália

Colômbia

China

Brasil

União Europeia

Estados Unidos da América

Combustíveis: caros e... menos caros

Cartoon: boicote.pt.vu

E para quem quiser saber onde estão os postos de combustível com os preços mais baratos... ou melhor, os menos caros, basta visitar o site Mais Gasolina e escolher o distrito de preferência para conhecer os preços praticados por tipo de gasolina, gasóleo e no GPL.

RMQ: sistema para poupar água

Recentemente a Grundfos lançou para o mercado uma novidade: o RMQ. Este é um sistema que permite a recuperação de água da chuva para uso doméstico. As água pluviais (que caem no telhado do edifício) são recolhidas e são distribuídas pela habitação, abastecendo os locais que não precisam de água potável, nomeadamente wc's, máquinas de lavar, rega de jardins...

O funcionamento do sistema RMQ - retirado da brochura de apresentação
Com este sistema não há qualquer conflito legal, uma vez que permite total separação da água pluvial aproveitada da água da rede de abastecimento público. Com o RMQ é feita alternância automática, em caso de necessidade, entre a água pluvial, que se encontra em reservatório, e a água da rede pública, ficando assim a disponibilidade de água garantida.
Uma boa solução em nome do Ambiente... para quê usar água potável em utilizações que dela não precisam? De referir que este sistema permite uma poupança até 50% no consumo de água potável...
A Grundfos disponibiliza uma série de documentos com as informações relacionadas com o produto na secção de downloads.

As alterações climáticas - Um futuro sustentável

Nos próximos dias 16 e 17 de Abril a Tapada Nacional de Mafra organiza um seminário sobre Alterações Climáticas. No evento, denominado "As alterações climáticas - Um futuro sustentável", que se insere nas comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra, serão abordadas 'questões transversais à sociedade e à economia e, no segundo, numa outra perspectiva se detalharão impactes e acções específicas'. Realiza-se na Tapada de Mafra, e é destinado não só a profissionais do ambiente e jornalistas, mas também a todos os restantes interessados pela temática.
As informações e documentos relacionados com o seminário estão acessíveis aqui. de referir que as inscrições terminam no dia 11 de Abril.
A Tapada Nacional de Mafra foi criada em 1747 para ser um espaço de recreio da corte real. É constituída por uma rica diversidade de fauna e flora. Para além das informações relaciondas com a história, a fauna e a flora da Tapada, podemos encontrar na sua página da internet uma descrição das formações geológicas da sua área. Um sítio bem muito bem conseguido, onde podemos obter bastantes informações... merece uma visita...

As mudanças de hora: Inverno e Verão

Todos nós já estamos habituados a adiantar e a atrasar os relógios todos os anos, fazendo a mudança para as denominadas hora de Verão e hora de Inverno. Apesar do hábito e da divulgação que é sempre feita, avisando-nos para adiantar e atrasar os relógios, raramente é explicada a razão da mudança. Em Portugal as mudanças de hora estão regulamentadas pelo Decreto-Lei nº 17/96 de 8 de Março, que nos indica que em Portugal continental a hora de Inverno "coincide com o tempo universal coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte", e a hora de Verão "coincide com o tempo universal coordenado aumentado de sessenta minutos no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro". (Na região Autónoma da Madeira: Decreto Legislativo Regional nº 6/96/M, de 25 de Junho; Na Região Autónoma dos Açores: Decreto Legislativo Regional nº 16/96/A, de 1 de Agosto - ver no OAL).
E porque se muda a hora? Uma das razões invocadas é a poupança de energia eléctrica, uma vez que na mudança para a hora de Verão, com o adiantamento da hora é possível um melhor aproveitamento da luz solar. No entanto, os resultados que se pensavam obter não se verificaram... Para além disso, e segundo o referido Decreto-Lei, existem preocupações com perturbações no sono, principalmente no das crianças, para evitar "repercussões nos ritmos de aprendizagem". Com a alteração das horas, e relativamente ao anterior regime praticado em Portugal, evitam-se também impactes ambientais "resultantes da sobreposição da hora de maior densidade de tráfego rodoviário urbano com os períodos de temperaturas mais elevadas do ano".
A ideia das alterações horárias com a preocupação de um melhor aproveitamento da luz solar surgiu nos EUA, em 1784, quando ainda não existia luz eléctrica (ver na wikipédia).

Uma taxa luminosa

O Governo Português já aprovou uma taxa sobre as lâmpadas incandescentes, o que não é visto como suficiente para o incentivo da utilização de lâmpadas economizadoras. A taxa irá variar entre os 0,41€ para as lâmpadas de utilização mais comum e os 6,77€ para as lâmpadas de utilização "industrial". Esta taxa, que entra em vigor em Março, irá contribuir para o Fundo de Carbono... Atendendo ao facto de os montantes em causa se poderem revelar insuficientes para o incentivo à compra de alternativas económicas e de não haver qualquer contrapartida para a compra de lâmpadas economizadoras, esperemos não estar perante apenas um simples sistema de angariação de fundos, que não produza efeitos práticos na diminuição da utilização de lâmpadas gastadoras e consequênte contributo para o cumprimento do Protocolo de Quioto.
Fontes: Ambiente Online e Quiosque aeiou.
Imagem: Blog Green Eco.

O lado negro do Google

Para os amigos do ambiente, o famoso motor de busca Google desenvolveu uma página com um fundo negro. Eis a razão (conteúdo de e-mail anónimo difundido):

"Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco. Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano. Em resposta ao post, o Google criou uma versão toda escura da sua searchengine chamada Blackle, que funciona exactamente igual à versão original mas consome menos energia: http://www.blackle.com."

Pode ler-se mais sobre o Blackle aqui. A versão em português (Portugal) está acessível em http://pt.blackle.com/.